sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Calmaria sem fim

Às vezes a vida dá um cochilo e a gente descansa, ou pelo menos é isso que parece. As coisas andam mais lentas, os pensamentos frouxos, poucos, as palavras cambaleiam e a escrita não sai do rascunho. As coisas ficam tão calmas que a gente até se acostuma a não mais prestar atenção, a não correr e até esperar as oportunidades pularem pela janela e virem saltitando até nós. Vai dizer que nunca ficou assim? Perdida em nuvem de fumaça, deixando a janela embaçar, os móveis juntarem pó e o cd repetir pela oitava vez as mesmas músicas, que na verdade você nem gosta tanto mas também não quer se levantar da cadeira só para trocá-lo, afinal a música nem mesmo importa, é só pra quebrar o silêncio que há tempos se instalou na casa. Que marasmo!
Se pudesse dormiria e acordaria em 20 de setembro de 2018. Por que essa data? Até eu me pergunto. Foi um chute, dá menos trabalho chutar, do que procurar uma data com algum significado e mais trabalho dá, achar uma explicação bem elaborada de porque foi ela e não três dias antes ou depois. 
Mas o tempo não passa assim, até ele tem preguiça de correr. Enquanto ele não corre vou me acostumando a ver passar os dias, acompanhando o pôr do sol, o colorir do céu, o transitar das pessoas... 
Deixa as coisas no lugar, mais tarde me levanto e talvez, digo talvez, eu troque o cd.

domingo, 25 de maio de 2014

Viagem pra Lua

Nós dois sentados na Lua, admirando aquele pontinho azul agora tão longe, 
tendo toda a imensidão somente para nós, imersos apenas em sonho e em paz. 
Estamos em outro plano, longe das buzinas e do turbilhão de gente, 
o único som perceptível é a batida dos nossos corações. 
Confesso que ficar assim é tão bom.
Mas sinto saudade do meu vaso de flor na janela, de olhar o sol baixinho, 
se pondo e pintando o céu de laranja. 
Sinto falta do canto do pássaro, na verdade sinto falta de música, esqueci meu violão.
Acho que vou voltar e arrumar direito a mala.
Acho que vou voltar e avisar que parti.
Por enquanto vou me dando férias,
por enquanto vou só ficando quietinha nesse abraço,
por enquanto vou só me cobrir de nuvem e aproveitar a vizinhança das estrelas.

domingo, 17 de novembro de 2013

Dança do ventre: minha paixão!

Há exatamente 1 ano descobri minha paixão por algo que atribui milhares de cores na minha vida: Dança do Ventre.
A dança do ventre é a minha maneira de descarregar todo o  estresse semanal e renovar as energias para a semana seguinte. Ela desenvolve a concentração, exerce o equilíbrio, e é ótima para melhorar a coordenação motora, mas ela vai muito além. Eleva a alto estima, a auto confiança, explora sua feminilidade. Não tem somente esse apelo de sedução como muitos pensam e também ser bailarina não tem nada de fácil.
São horas a fio de ensaio, dedicação, insistência, é tão bom ver como um movimento inicialmente bruto, vai se lapidando ao longo das repetições, ganhando leveza, espontaneidade e gradualmente você vai inserindo seu charme pessoal em cada novo passo. Você descobre que pode controlar cada músculo do seu corpo, decidir até que ponto ele deve ficar contraído e a hora exata de relaxá-lo por completo. E a leveza adquirida pela dança você leva para a vida.
Nada se compara a emoção antes de uma apresentação, a empolgação com a escolha do figurino, subir no palco com a  certeza de saber toda a coreografia e levar consigo uma pontinha de medo de errar algo. Afinal é esse mix de sentimentos que deixa o momento mais valioso. E isso ocorre independente de quantas vezes você já subiu no palco. Sempre é como se fosse a primeira vez.

Dançar é deixar a música conduzir seu corpo, fazer a leitura da melodia através dos movimentos, contar uma história por meio do corpo inteiro. 

Por isso que é assim, dançando, que ainda pretendo permanecer por muitos e muitos anos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Armações e armadilhas



Vejo que de pouco em pouco as armadilhas que fui armando pelo meio do caminho tentando me proteger dos perigos da vida, vão me prendendo e assim me perco de mim. As armadilhas que eram para os outros são amarras para mim. O coração que hoje se cala por não saber mais falar, os pensamentos tripudiam a mente e ainda assim ficam por lá, não viram gestos, não viram som e não viram letras. Então pra quê tanto pensar?
 Tudo em um silêncio absurdo.
Consigo ficar tão longe do que me cerca que agora me pergunto se algum dia algo irá se aproximar. Porque é bem mesmo assim, você vai se fechando tanto que sufoca. E não há quem consiga viver sem ar.
Se não houvesse tantas armações e tantas armadilhas. Se as amarras fossem laços e as armas flores. Se a cerca servisse só para limitar certo espaço e os arames fossem só um enfeite infeliz. Se tudo não escondesse uma má intenção, uma dor, um mistério e se as palavras não fossem ditas pelas metades. Se fosse assim, talvez eu pudesse andar livre por ai. Por enquanto não.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pensamentos Soltos

"Posso contar os passos ou fazer rastros,
posso contar as horas ou atrasar os segundos,
posso seguir ou parar,
posso pedir ou agradecer por ter.
Mas hoje não estou bem para as escolhas,
então vou deixar os meus pés me guiarem
e seja o que Deus quiser até o final do dia.
Amanhã volto a pensar."

Canto de Inspiração

"A inspiração chega de mansinho quando o passarinho vem me acordar.
Ao abrir a janela a flor me faz lembrar que a primavera omeçou e
novos sonhos podem germinar.
O sono me chama: Volta a se deitar.
E mesmo com o som do passarinho
entrego me aos cobertores,
porque sei que daqui a pouco ele torna a me chamar."