sábado, 22 de abril de 2017

Insônia

O problema de não conseguir dormir não é a falta de sono, é não conseguir desligar os pensamentos. As ideias são muito barulhentas e não deixam o silêncio reinar. Pior que um pensamento leva a outro, que leva a outro e cria-se uma corrente que quando finalmente você visualiza o fim, o galo canta anunciando o novo dia. O jeito é esperar a outra noite chegar, torcendo pras ideias chegarem em uma vazão menor, já que a fonte nunca seca.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Brasil

Pensando aqui em Legião Urbana, Cazuza,Kid Abelha e tantos outros que já cantavam sobre a situação do Brasil, confesso que dá até arrepio na espinha porque ou era premonição ou a situação nunca mudou. Não sei qual das duas opções me assusta mais.

Vida e seus tons

Pena que a vida não é assim, aquarela. Com as cores se misturando e criando outros tons. Se integrando uma a outra de tal modo que já não se pode dizer o início e o fim. É um mesclar, mais que isso, é fazer parte, ceder, trocar genes, transformar. A danada da mutação e suas inúmeras variáveis. O multiplicar de oportunidades.
Mas não, a vida não é como aquarela.
Algumas vezes até se confunde, mas inocentemente aquarela? Ah, vida...Vida...Quem sabe um dia chegue a ser!

Meu caso com os livros

Sempre fui muito apaixonada por livros e ultimamente o amor está virando vício. Na verdade comecei a pensar no quanto antigo é meu caso com a danada dessas folhas. Quem ama entende a ansiedade de esperar o carteiro em uma manhã depois de ver pela milésima vez a encomenda rastreada com o status: saiu para entrega. E receber aquele pacotinho ou um baita pacote quando você exagera nas compras e ao invés de 1 ou 2 compra 5 de uma vez! Abrir cada um, folhear, sentir a textura das folhas, o cheiro...Ah o cheiro!!!
Mas confesso que nem todos os livros me ganham,nem todos prendem minha atenção e isso,nada tem a ver com a quantidade de páginas, alguns devoro em horas e outros consumo em dias. As vezes também não depende da história. Algumas demoro para demorar mais tempo saboreando aquele fervilhar de sílabas, outros sou atropelada pelo excesso de descrição e isso me atrasa. Há ainda aqueles que na cabeceira fica brigando com o despertador, então o jeito é ler algumas páginas entre um café e outro ao longo de vários dias. Os que devoro afoita,quase sem respirar, quase que sem pausa, não sei dizer se são os melhores, mas com certeza atiçam minha gula. E ainda assim tenho alguns problemas em repetir. Raro são aqueles que me fazem pousar os olhos em suas páginas mais de uma vez. Outra mania de leitora compulsiva é não riscar meu nome. Nada contra quem coloca o nome, mas só marco um livro com dedicatórias porque preciso transcrever minha emoção para outro alguém quando estou presenteando, mas meu nome? Não sinto essa emoção. Apesar que um ou outro ao longo desse tempo ganharam meu registro.
Lembrei de outro detalhe, mania minha ler o livro por inteiro, não basta só a história, há uma necessidade de ler a orelha,o resumo, início, conhecer o autor e para quem ele dedica. Nenhuma palavra é deixada de lado, nenhuma foge do meu alcance. Por isso que de vez em quando me pergunto: será que só eu tenho essa mania de ler por inteiro, a carcaça e a alma? Gosto de pensar que não. Agora outra coisa que vem acontecendo é acumular leituras. Não ler vários livros de uma vez, gosto de ser fiel a cada enredo, digo criar uma fila, colocar uma ordem a ser seguida e ter um na espera para quando o livro dá vez se findar.
Assim vou continuando a viver meu caso com os livros, conhecendo outros mundos, outras histórias, outras personalidades, outros eu!

sábado, 5 de março de 2016

Desgelo dos sentimentos

"Aos poucos o relógio para de tocar, os passarinhos ficam em silêncio e a única coisa que sopra lá fora é o vento que adentra e congela todos os sentimentos.
Dos olhos, cachoeiras se formam e em pranto, a garota fica a escutar o vento...
Quando o sol se levanta, a nuvem encobre os raios e a noite dura uns instantes a mais...
É difícil a alma descongelar, mas descongela e a cachoeira torna a alimentar o rio que segue seu curso até o mar."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pena e Tela

"A pena então começou a fazer rabiscos, misturou as cores, pintou o céu.
O moço do outro lado, fazia parte da paisagem mas passou despercebido pelos olhos da garota que pintava.
Apenas o vento era testemunha...
Balançava as folhas, balançava os cachos, balançava tudo um pouquinho para bagunçar o silêncio.
Assim, a pena eternizou aqueles minutos em tela."